Depois de estudarmos o Apolíneo e o Dionisíaco, a tarefa era procurar referências pessoais que se enquadrassem nesses conceitos:
Referências Apolíneas:
Manifestações artísticas apolíneas clamam pelo equilíbrio, pela perfeição estética, pela harmonia e pela racionalidade. As referências que escolhi foram:
Na Arquitetura: Vila Savoye, de Le Corbusier
Um clássico da arquitetura, com fachada simples, a Vila Savoye é a representação perfeita do conceito apolínico: equilíbrio e perfeição estética.
No Cinema: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Um filme clássico, belíssimo e que gira em torno do dia-a-dia de uma parisiense comum. Sem efeitos especiais marcantes, preza pela simplicidade.
Na Pintura: Piet Mondrian
A geometria perfeita e a presença de cores sólidas de Mondrian não deixam dúvidas sobre o aspecto apolínico de suas obras.
Na Poesia: Soneto do Amor Total, de Vinícius de Moraes
O soneto por si só já exige uma preocupação técnica: dois quartetos e dois tercetos em versos decassílabos. Vinícius de Moraes ainda se preocupou com as rimas, fazendo com que sua obra fosse ainda mais bela e impecável,
Referências Dionisíacas:
As manifestações artísticas dionisíacas remetem a algo mais espontâneo, natural e agitado, prezando pela irracionalidade e pela confusão. As referências que escolhi foram:
Na Arquitetura: VM Houses, de Bjarke Ingels
Uma obra extremamente arrojada e dinâmica, chegando a causar até certo estranhamento. Quer algo mais dionisíaco que isso?
No Cinema: Doutor Estranho, da Marvel
Um filme recheado de efeitos especiais que enchem os olhos, Doutor Estranho é outro exemplo dionisíaco perfeito.
No Teatro: Cirque du Soleil
Assistir a um espetáculo de Cirque du Soleil é como ser transportado para um sonho. Muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, de forma dinâmica e encantadora.
Na Música: Viva da Vida. do Coldplay
A letra da música em si já é um pouco confusa, como se fosse uma mistura de vários assuntos. E o clipe não é diferente: é como se a banda cantasse dentro de um sonho.
Na Poesia: Ponteio, de Manuel Bandeira
Assim como grande parte das poesias modernistas, Ponteio não se preocupa com a forma perfeita, nem com as rimas. Explora o espaço do papel de forma aleatória, formando vários trocadilhos interessantes.
Na Pintura: O Ovo, de Tarsila do Amaral
Uma pintura também modernista que causa estranhamento e é completamente irracional, "O Ovo" é uma obra marcadamente dionisíaca.
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